4 de jul de 2013

Relendo

Resolvi reler o que escrevi ha tempo. Eis aí uma postagem de 22 de Agosto de 2009. Sei que sou eu, sei que escrevi, mas pensei quem é esta mulher?  Esta mulher ficou no passado, pois a de hoje esta´com as mesmas dificuldade visual, mas estou feliz, estou forte, pois minha fé continua firme na crença com Jesus.

Quando as lágrima se misturaram...

Um certo dia, precisando cumprir com compromissos, bancário e outras coisas tomei coragem, peguei minha bengala rumei ao centro do bairro. Estava ainda aprendendo usar a Duda, me lembro que estava tão mal, tão triste, revoltada, desci do onibus e fui caminhando como uma bêbada, pisando em falso eu chorava muito, a cada passo era uma lágrima. Me lembro que estava chovendo, coloquei um sobre tudo para me proteger da chuva e seguia com a chuva caindo no meu rosto, misturava com minhas lágrimas a bengala ia comigo tão bêbada como eu. O tempo de chuva fica escuro, também fica mais difícil ver, escurece no meus olhos. Tenho a imagem de uma mulher de capa preta molhada, cabelo escorrido e molhado pela chuva e minha alma em pranto e desespero. Lembro-me que parei em baixo de uma marquise e não me importei se alguém viu, naquele momento eu só precisava chorar, GRITEI!!!!! em silêncio, olhava o céu e tudo se misturava, as emoções, a raiva, a decepção, senti pena daquela mulher, daquele ser humano em sofrimento profundo, numa solidão assustadora, com medo, querendo me esconder, me encolher, entrar em uma toca, dormir! dormir!dormir! para sempre, tamanho foi o meu sofrimento, porque minha gente era um sofrimento do espírito sem dor física, mas quem já sentiu! sabe que o sofrimento da alma é uma dor que doi sem doer. Mas é tão intenso, que neste momento escrevendo este fato ocorrido estou emocionada e chorando, ao mesmo tempo sei que a doutrina de Jesus através do Espiritismo, foi o meu refrigério, senão pode ser que não estivesse aqui para contar isso para vocês. O sofrimento, o medo, tudo ainda existe, pois de vez em quando aparece, vem a tona, só que agora é mais ameno, menos dolorido. Hoje tenho Fé em Deus. "Porque a aceitação é o consentimento da razão e a resignação é o consentimento do espírito". Este relato é mais um desabafo e dizer a voces que sou fragil!, que sou forte!, que tenho medo!, que tenho coragem! que choro, que sorrio, em fim um ser cheio de defeito, emergindo minhas virtudes e procurando a evolução que é o destino de todos seres humano
Bel Talarico 04.06.13

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