2 de set de 2009

O Catador.

Hoje pela manha bem cedo, aguardando chegar um coletivo onde me conduziria a escola de arte, me deparei com uma cena, comecei a observar e refletir. Um jovem com sua carrocinha, cheia, mas tão! cheia que devia ter uns 3 metros de altura. Ele alí ajeitando para caber mais, papelão, papel e outras coisas, pois ele é um reciclador de lixo. Vulgarmente chamado por nós a sociedade de catador. Vi que ele deixou cair o lixo no chão e trazia consigo uma vassoura, para varrer deixando a frente da loja limpa. Fiquei pensando quanta força física necessária e bem cedinho, esse jovem já com seu veículo cheio, saiu, seguiu em frente. Pensei que mundo é esse? mas logo refletindo: Digo a voces que não me indignei, nem fiquei revoltada com tamanha injustiça, uns com tanto e outros sem nada. Mas aprendi que todos temos nosso lugar neste mundo de Deus. Seja de catador ou de doutor, um precisando do outro, não podemos nos isolar, e pensar que um catador de lixo, é menos importante que o doutor. Imaginemos os doutores ou qualquer outra profissão, fazendo seus lixos e deixando nas ruas. Como seria? com certeza um caos. Imaginei que ser humano, que espírito mora dentro daquele vaso, me pareceu uma pessoa tranquila, tinha um semblante bonito. Pensei pode ser um espírito mais elevado do que um doutor, pois na espiritualidade não existe essas diferença, que aqui são necessárias. Todos somos filhos de Deus, onde Ele com sua bondade e sabedoria dá sempre chance dessa troca, desse precisar um do outro. Sendo assim aquele que aprende com essas experiências e aproveita a encarnação para se burilarem dão saltos na sua evolução.
Assim segue o jovem catador, com suas mãos buscando o pão
Para seu corpo alimentar, não se importando se tem ou não dor
e com esta bonita ação, segue o jovem com sua evolução.
Obrigada Deus, por me deixar mais sensível, mais observadora e mais humana.
Beijos.

2 comentários:

Graziella disse...

Chorei, como um ser humano que sou !! Bem linda essa observação mamae!! Te amo muito e me sinto honrada em poder dizer que você é minha mamae!! e o melhor é poder dizer que faço parte da familia ALVES TALARICO.

Noemi Szcypula disse...

Bel, todas as vezes que me deparo com uma cena dessas, principalmente quando as pessoas já são idosas, me vem logo o pensamento: Que indgnidade! e ao mesmo tempo, quant dignidade existem nessas pessoas, fico muito emocinado quando os vejos, muito mesmo.